domingo, 27 de março de 2016

ACRE: MENINA AFIRMA QUE ERA ABUSADA SEXUALMENTE PELO PAI, DIZ DELEGADA



Mesmo exame tendo dado negativo, gari continua preso em Cruzeiro do Sul. "Um beijo em menor de 14 anos, já é estupro de vulnerável", diz delegada.


O gari de 47 anos preso no domingo (20) suspeito de estuprar sua filha de 11 anos, no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul, permanece no presídio do município. A delegada Carla Ívane, responsável pelo caso, afirma que a menina confirmou que era abusada sexualmente pelo pai. O exame de conjunção carnal deu negativo.

No dia em que foi preso, a polícia foi acionada após vizinhos ouvirem os gritos da menina pedindo socorro. Segundo a delegada, a criança informou que três dias antes do flagrante feito pelos vizinhos o pai tinha passado a mão nas partes íntimas dela enquanto estava deitada para dormir.

A delegada fala ainda que o fato de o exame de conjunção carnal feito na criança comprovar que a menor ainda é virgem não descaracteriza o crime de estupro de vulnerável.

"O estupro de vulnerável é manter conjunção carnal ou a prática de qualquer ato libidinoso. Até um beijo em um menor de 14 anos, já é estupro de vulnerável. Quanto mais carícias nas partes íntimas. Segundo os relatos da menor, do laudo psicológico, e das testemunhas, houve a prática de atos libidinosos. O fato do exame ter dado negativo, não desconfigura o ato", afirma a delegada.

A criança está tendo acompanhamento psicológico. Segundo a delegada, o caso já foi entregue à Justiça, que deve decidir pela condenação ou não do suspeito. Carla afirma ainda que o suspeito continou negando ter cometido o crime contra a própria filha.

Entenda o caso



Um gari de 47 anos foi preso no domingo (20) suspeito de estuprar sua filha de 11 anos dentro de seu apartamento, no bairro João Alves, em Cruzeiro do Sul. A polícia foi acionada após vizinhos ouvirem os gritos da menina.

De acordo com a polícia, ao entrarem no local, os policiais encontraram o homem com a cueca abaixada até os joelhos e a menina, que pedia por socorro.

Ao G1, o suspeito negou a acusação e disse que estava tentando disciplinar a filha quando os vizinhos invadiram o apartamento. “A menina de 11 anos queria ir às 22h para casa de uma mulher que lava minha roupa e eu disse que ia dar uma pisa nela porque quem era o pai dela era eu. Só durmo de cueca e quando ela chorou, invadiram o apartamento”, explicou o gari.

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